terça-feira, 28 de abril de 2009

ROUBANDO IDÉIAS ou O MAL DA AMNÉSIA

Até que eu gostaria de não estar, mas estou... Imaginem uma preguiça cansada com a cabeça lesa sem conseguir pensar em absolutamente em nada... SOU EU.

Ideias em excesso são prejudiciais à saúde.

É deveras complicado. Mas é verdade.

Bem, amigos (Putz! Ando pior que o Galvão.)... Não habito mais o burgo duartino, logo, algumas vezes sinto saudade de algumas coisas em Olinda. Porém, das coisas que sinto falta a praia é a mais estranha. Sinto falta dela ao mesmo tempo que me sinto alforriado de certas imagens macabras.

Como estamos vivendo o período de mais um CINE-PE faço questão de lembrar de um curta exibido em 2005 (Perdoem-me se estou enganado com a data) chamado "Mais um Domingo" do visionário diretor Daniel Barros. O filme fala por si só, muito embora, porém e todavia caberia uma tese de doutorado antropológico entre outros universos acadêmicos. Como estou com a mente em frangalhos me abstirei de fazer comentários sobre o filme ou de qualquer outro assunto no momento.

O filme é ótimo. Assisti inúmeras vezes (Realmente gostei e sempre vejo quando mostro para alguém) e divido com vocês. Peço licença ao Daniel Barros e seu pessoal para colocar seu filme em meu post.

As conclusões sobre o filme são de vocês. Quando minha cabeça estiver melhor eu volto.

Como não pude fazer isso até o presente momento fa-lo-ei agora: PARABÉNS DANIEL!

"Agora... Nós vamo invadir sua praia"

domingo, 19 de abril de 2009

A LUZ DA SABEDORIA IGNORANTE ou O MAIOR POST DA HISTÓRIA

Para Nilson: Porque ele odeia post grande. Perdemos o amigo, mas a piada está salva.
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A melhor coisa de ser um escritor barato, um escritor marginal, é o fato de se poder falar exatamente aquilo que se pensa sem necessariamente estar focado em um tema específico ou até mesmo a uma linha de raciocínio metódico e muitas vezes bitolador. Tenho formação acadêmica como pesquisador (E... Pasmem! Não é que alguns dizem que sou bom nisso?!), mas na maioria das vezes (Pra não dizer sempre) sou a-acadêmico.
Abracei a idéia de escrever no blog (Sob um título – enorme por sinal – que expressa exatamente seu objetivo – Pensamentos Soltos De Uma Mente Noir) meio que sem querer para aliviar minha cabeça e suas dores. Outra inquietação era as perdidas noites de insônia. Acredito que não mereço passar muitas horas em claro tentando entender as loucuras de James Joyce (embora ele seja O cara da literatura moderno-contemporânea do século XX) expressas em Ulisses.
A mente humana é uma das coisas mais extraordinárias e mais loucas do universo. Criamos tudo que acreditamos existir, inclusive monstros, alienígenas e Deus.
Por favor, não joguem pedra nem bosta na pobre da Geni, ou melhor, em mim. Não estou aqui para ser “o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro” tal qual o Drummont não cantou. Não vim aqui para esclarecer nada, vim para ser Abelardo e transformar o mundo na chacrinha tal qual meu conterrâneo fustigava. Meu negócio é confundir. Quero entender a pergunta muito mais que saber a resposta. Como diria o autor de “Eneida” – “fartamo-nos de tudo, menos de compreender”.
Quando adolescente eu me achava simplesmente fantástico. A modéstia era algo que passava a anos-luz de mim. A modéstia era para os medíocres.
Imaginem um garoto idiota – eu era infinitamente pior. E eu nem era o melhor aluno da turma, estava bem distante do meu amigo Humberto. Meu problema pode ter sido uma porcaria de um teste de QI que fiz aos 12 anos de idade – 134 era um número bem expressivo para um adolescente com uma mente totalmente virgem.
Tenho consciência que apresento meus lampejos de genialidade (Calma, amor! Eu juro que não estou me achando). Considero-me um gênio, sobretudo pelo fato de encontrar problemas. Hans Krailsheimer, um aforista alemão, falava que os “talentos encontram soluções. Gênios encontram problemas”. Já o maior filósofo chinês da antiguidade, Confúcio, dizia-nos: “Não procuro saber as respostas, procuro compreender as perguntas”. É exatamente nisso que me empenho – compreender as perguntas. Perguntar, fazer a mente trabalhar pra que ela não se transforme numa massa podre e infértil também é um objetivo presente na minha doentia cabeça. Lançando mão do ato de apoderar-se das idéias dos outros cito o cartunista e escritor americano James Thurber e expresso que “melhor é perguntar algumas questões do que saber todas as respostas”, haja vista a total ignorância daquele que se julga um sábio, pois “sábio é quem recolhe a sabedoria dos demais”. Ótima essa, não?! Pois é, infelizmente também não é minha. É do escritor espanhol Juan Guerra Cáceres.
Antes de qualquer coisa sou um leitor. Leio tudo que tem letras. Embora algumas vezes eu não entenda nada que está escrito. Tem coisas que se apresentam com tal incongruência inexorável que só um ortodoxo ou um douto na arte de desmistificar a hermenêutica da filosofia metafísica seria capaz de entender a própria cosmogonia universal a luz do racionalismo druida ou oráculo de civilizações desaparecidas antes do armagedon ou qualquer escatologia apocalíptica nos idos tempos onde à etimologia das palavras não tinham tanta importância quanto à explicação do zeitgeist de Johan Herder ou Georg Hegel muito antes da Crise da Razão Histórica e quiçá do Fim da História.
Ufa!!! Imaginem o Ariano Suassuna cantando um funk desses. Rutheford e Bohr é fácil. Queria ver é ele dizer algo assim. E olhem que eu nem disse nada. Poderia muito bem partir da Teoria dos Sistemas para a Teoria do Caos, passando pelos Simulacros de Jean Baudrillard, enganando o diabo de Goeth antes que os satanistas laveyanistas me convencessem que o dogmatismo deles era mais plausível que o ceticismo e que nenhuma ciência cognitiva me explicaria melhor o mundo como vontade e representação de um pessimista como Schopenhaur ou como um trágico como Nietzche, muito embora Deus estivesse morto, “assim falou Zarathustra”. Se for mentira é dele e não minha. Isso porque me perdi no primeiro paradigma ontológico (não antológico) da realidade semiótica ora exposta, visto que tudo que fora exposto anteriormente serem bem mais amplos que o holismo aristotélico.
Hãn???? Perdoem-me pelos meus risos, amigos. Será que um ‘boçal’ como eu riria com uma “Pegadinha do Mução”? É claro que sim. Primeiro porque não sou boçal (É sério). Sou um total ignorante. Eu não sei absolutamente de nada (Às vezes é que dou uma dentro). “Só sei que nada sei” – me diria Sócrates. Ele estaria coberto de razão. Não a razão criticada por Immanuel Kant. Mas a razão que admite que quanto mais sabemos mais sabemos que não sabemos de nada. Admirável mundo novo, caro Aldous Huxley. Passamos de 1984 e não aprendemos nada com George Orwell e suas visões nostradámicas. É lamentável que continuem a existir donos da verdade. O que vem a ser a ‘verdade’? Será que é aquilo que aprendemos desde nossos berços maternos ou algo que vá bem mais além que a vã filosofia shakespeareana?
Há pouco tempo tive conhecimento de uma falha na mente humana que a deixava paralisada com as ditas verdades – crenças e idéias – impostas às mentes infantis, muitas vezes contrárias à realidade (Afinal de contas o que é a realidade? Bem, deixa a metafísica um pouco de lado e voltemos).
A referida paralisação da mente é conhecida pela palavra neologista logosófica (Logosofia, embora eu não seja um expert no assunto, é uma espécie de filosofia de vida que busca um mundo mais harmônico e livre da ‘dominação’ de uma realidade deturpada. Aqui na América Latina o educador argentino Carlos Bernardo González Pecotche é o maior nome. Etimologicamente a logosofia seria o estudo do saber. Para dá uma de Aurélio. Logos do grego = Estudo /Sophia do grego = Sabedoria) de PSIQUIÁLISE. Quando se imputa a uma criança, ou seja, uma mente vulnerável, o certo e o errado, ela está sujeita a todo tipo de embustes e mentiras. Algumas mentiras ditas de formas tão convincentes e metódicas que as tornam inquestionáveis pelo resto das suas vidas. Contudo, a mente humana é inquieta, ela busca pela verdade, pela sabedoria, ela deseja saber sobre a existência humana, sobre Deus, sobre o sentido da vida. Porém, a manipulação e a dominação física e/ou psicológica cega o homem, negando-lhe a verdade oculta pela escuridão de seus próprios pensamentos, transformando-o numa massa corpórea uniforme conduzida a aceitar ingenuamente e docilmente a cooptação ao caminho do erro. Logo, carecendo de um retorno à luz da sabedoria escrita nas alturas do Olimpo, muito além das sombras de Platão.
A rotina estéril que nos é imposta diariamente limita-nos a levar uma vida enfadonha que muitas vezes culmina num suicídio.
Ah, Rafael! Vivemos num mundo capitalista. Nem vem com teu materialismo histórico de Marx pro meu lado. Precisamos de dinheiro.
Concordo totalmente. Mas, qual o país onde mais se comete suicídio? Será uma tal de Suíça? Bem, deixa isso pra lá.
Nem tanto a Deus nem ao Diabo, nem ao céu ou ao inferno, muito menos ao maniqueísmo. O que seria do mundo sem a dicotomia do faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
Os nossos pais geralmente nos ditaram o que era o certo. Mas será que eles sabiam o que era o certo. Exemplificarei de maneira extremamente simplista para concluir meu longo raciocínio.
Meu pai não tem time de futebol. Ele torce pelo time que ganha. Meu time de coração é o Sport Club do Recife, um dos três maiores clubes de futebol do estado de Pernambuco. Virei torcedor deste time quando era um garoto imberbe por amizade a um vizinho (Obrigado, Renné). Mas por que não torci pelo Náutico ou o Santa Cruz? Afinal de contas o Náutico era hexacampeão pernambucano e o Santa tri-super-campeão (Ohhhh!!!). Nasci no ano de 1981, ano que meu time de coração conquistou um super-campeonato, sagrando-se bicampeão e tricampeão estadual no ano seguinte. De 1981 até 2009 (ano que estamos) meu time conquistou 16 títulos estaduais (desses, eu lembro de 14, ou seja, depois dos meus 7 anos de idade, incluindo um penta (1996-2000) e o atual tetracampeonato), 2 regionais, 3 nacionais e duas participações na Libertadores da América. Eu tenho uma sobrinha linda (Heloísa) que no ano passado gravou um maravilhoso vídeo sobre o tricampeonato do Sport. Hoje do alto de seus 3 anos de idade, ela se vê psicologicamente impedida de gritar TETRACAMPEÃO, pois seu pai (Um sofredor. Perdão, ato falho, um tricolor) a convenceu que Sport era palavrão e que seu time de coração era o “mais querido”, ou seja, o Santa Cruz.
Agora imaginem quantas coisas as crianças não tomam como verdade absoluta por imposições deturpadas pelos seus pais ou outro formador de opinião. É óbvio que isso tudo faz parte de uma brincadeira séria. Afinal de contas... Eu sou... TETRACAMPEÃO!!!

PELO SPORT TUDO! Inclusive esquecer os pensamentos que fazem minha cabeça doer. Pensar dá muito trabalho.

Quanto ao sentido da vida... Ariano tem razão... O físico dinamarquês Niels Bohr é o cara: “O sentido da vida baseia-se em não haver sentido nenhum em dizer-se que a vida não tem sentido”.

Se acha que estou errado assista ao vídeo.


Cazá, cazá, cazá, cazá, cazá... A turma é mesmo boa. É mesmo da fuzarca. SPORT! SPORT! SPORT!”

terça-feira, 14 de abril de 2009

O DETERGENTE DO TEMPO ou PASSOU, APENAS PASSOU

Começar escrevendo pela introdução é o óbvio. Porém, muitas vezes existe um prefácio ou um prólogo. Então, começarei a postar meus pensamentos noires de agora com duas notas explicativas iniciais.
1- Nilson, meu caríssimo amigo, se você achar este meu post grande, o problema é seu. Te amo mesmo assim.
2- Meu ex-aluno Thiago, você tem toda razão ao me achar contraditório. Estou me expondo muito pra quem alardeava uma enorme aversão pelo Orkut e pelos blogs da vida. Mas estou assim... Uma metamorfose ambulante.


Segunda-feira, 13 de abril de 2009, o que este dia tem de “mais”? Provavelmente tem dois “mais”. Um com “i” e outro sem “i”. Resolvi exorcizar certos fantasmas adolescentes e celebrar a lembrança de eternos ‘amigos’.
Há certo tempo venho matutando idéias sobre o “Muito além do Orkut” para falar sobre o valor da amizade e dos caminhos da vida. Uma colega, colunista da Revista Vip, certa vez falou que amigos do passado são para ficar no passado, haja vista os caminhos escolhidos por esses outrora confidentes forem muitas vezes distantes, e anseios em comum seriam raros.
Concordo e discordo com ela. Nunca retiraria uma amizade do passado. Mas amigos sempre são amigos, independente dos caminhos, ideais, opções e crenças. Tenho amigos hetero, homo, bi, a, pã, careta, viciado, evangélico, católico, candomblé, agnóstico, ateu, conservador, comunista, anarquista, alienado e por aí vai. Tenho meus conceitos e preconceitos, nunca fui hipócrita. Contudo, acho que agora perto dos 30 devo perdoar meu “eu” adolescente.
Ser adolescente é: se decepcionar com alguém que julgávamos ser nossos grandes amigos, é se apaixonar perdidamente pela nossa(o) melhor amiga(o), é falar um bocado de besteira e achar que tudo isso é verdade (Perdão, achar não, ter certeza). Porém, com o tempo a testosterona vai diminuindo e a maturidade vai batendo e observamos o monte de porcarias que a gente falava. Possivelmente eu fui (e sou) o cara que mais falava porcaria que eu conheci. Meus pais, familiares e amigos foram e são testemunhas disso... Mas, voltando...
Este ano completa dez anos que concluí o Ensino Médio e muitos dos meus ex-colegas ficaram junto ao birô do professor do colegial, ou seja, a amizade não durou ao cruzar dos umbrais escolares. Porém, muitas das minhas amizades foram encerradas antes mesmo do fim deste período da vida. Quero pedir PERDÃO a todos àqueles que eu magoei de alguma forma com atitudes infantis típicas de uma pessoa com mente em formação. Ao mesmo tempo estou me munindo de um poder ímpar ao dizer que PERDOO todos que de alguma forma me magoaram. Não serei leviano e citar nomes que possam comprometer alguém. Entretanto, citarei nomes de algumas pessoas que fizeram parte da minha vida e que nunca esqueci e nem esquecerei e, possivelmente, ganharão posts individuais no futuro.

Rafael Ribeiro: Desse não faço questão de dizer muito agora, a não ser que é nada menos que um irmão.

Os três mosquiteiros: Hélio, Duda e Ênio. Pessoas que amo muito. Ênio, possivelmente foi meu amigo mais importante quando meu xará foi pra Brasília em 1998. Hoje em dia Duda é o que mais vejo. Mesmo assim vez perdida. Ênio está casado e tem um filho (Caio) que já está enorme. Hélio e sua linda esposa estão felizes no Norte. Duda vem enrolando Flavia há... deixa pra lá.

As meninas: Cláudia, Mirela, Pollyana, Annalice, Carol e Waleska. É óbvio que tinha muito mais meninas naquela A-17 e B-16 do Atual de Olinda. Mas elas eram as que possivelmente eu mais mantive contato. De Annalice e Waleska pouco sei. Imagino que Annalice seja advogada. Carol soube que está casadíssima. Mirela é médica e está completa com seu amado marido. Cláudia também se encontra casada. Já Pollyana foi minha grata descoberta da internet, tornou-se a artista que eu imaginara que se tornaria.

The Surfaces: De Fábio, Thiago Tavares, Rodolfo e André Luis já falei tempos atrás. Amigos que me acompanharam também na turma de Humanas no 3º ano. Amo-os muito.

Humberto: Bem, Betão faz séculos que não tenho notícias, mas este eu conheço desde tenros cinco anos de idade. Estudamos juntos da alfabetização até o fim do Ensino Médio. É sem dúvidas um grande sujeito, uma mente brilhante. Admiro, respeito e amo.

Em meados de 1998 tive meus motivos particulares para mudar de turma e fui estudar com o pessoal da B-17, turma de meu amigo Fábio Manzano Renesto e da minha irmã-afim Alyne Anne, ou seja, não estava só.

FMR: Fábio sempre foi meu amigo desde a época do Imaculado. Passou um tempo na Europa e agora está de volta. Tatuagens depois, está casado e tem um filho lindo.

Acerolas: No 2º ano aconteceu uma feira agropecuária – espécie de feira de ciências – e meu grupo era o de Alyne. Era formado por 12 pessoas, apenas três homens. Contudo, excetuando a minha pessoa, os outros dois membros masculinos tinham a opção sexual questionada pelos alunos da B-17. Se eram ou não eram, nunca me importei. Porém, de algumas pessoas desse grupo faço questão de falar. Alyne é minha irmã e nossas famílias estão unidas por natureza. Mariana foi uma grande parceira intelectual – fantásticos 10, hein?! Renata Prado foi uma grande amiga. Sinto sua falta. Encontrei ano passado no carnaval, hoje ela é advogada. A sua Xará sei que é muito amiga de Alyne e com dez anos de atraso digo: Obrigado pelas palavras! Nunca esqueci. Você foi nobre com seu bilhete. Shirley Andrade foi uma confidente nos anos de 98 e 99. Segredos continuam comigo. Sei que hoje está casada. Ana Luisa (Belo nome por sinal) também está casada e feliz. Carol (Bóia), continuo te devendo aquele livro que eu escrevia nos passados tempos, lembra?! Acredito que hoje seja psicóloga.

Muitas histórias estão na minha mente, na minha lembrança, mas as mágoas que por muito tempo me acompanharam não existem mais. Sinto-me renovado após isso. O mundo já possui muitos sentimentos negativos para que percamos tempo com mesquinharias. Hoje encontro meus ex-colegas em virtuais ambientes e os vejo mais bonitos (ou nem tanto), mais gordinhos (ou não), mais carecas (ou mais peludos), casados (ou separados), com filhos (ou cachorros)... Contudo, sei que todos tocam suas vidas, independente de mim, independente de quem fomos e independente de quem seremos. A vida é como é. Independe dos filmes que vejo no Cine-PE.

“Mesmo que o tempo e a distância digam: NÃO. Mesmo esquecendo a canção.”

sábado, 28 de março de 2009

SEIS ANOS ou SEM MEDO DE SE EXPOR




Há exatos seis anos tomei duas decisões que mudaram minha vida e ajudaram a me transformar no homem que sou hoje.
Não me transformei num grande Homem. Eu sei. Sou colecionador de defeitos e fracassos. Arrependo-me de inúmeras coisas que fiz e deixei de fazer. Contudo, as importantes decisões que tomei no dia 28 de março de 2003 deixam-me extremamente orgulhoso de mim mesmo. Uma delas foi a de largar o vício do maledito cigarro. Algo que aconselho a todos os meus amigos e leitores a fazerem. Embora admito que fumar é prazeroso, calmante, etc... Não existe fumante inconsciente. [...] Porém, minha maior decisão, a decisão mais importante que tomei em minha vida de (des)prazeres foi a de abrir mão de muita arrogância, boçalidade, auto-suficiência e me entregar de olhos fechados aos prazeres desconhecidos da vida a dois.
Tenho lembranças que fariam o google processar bilhares de páginas. O escritorzinho que vos escreve não seria um nada se não fosse a mulher que tem a sua frente. Ela sim é uma grande mulher (de 1,54m, mas gigantesca). Eu provavelmente já estaria em algum boteco escrevendo poesias em guardanapo e conversando com as formigas se a minha linda e maravilhosa mulher não estivesse segurando minha mão, me ensinando e aprendendo a viver como um só ser, mas com direito a todas as individualidades do mundo. Somos crianças, simples passarinhos que saíram do ninho e estão encarando os perigos e mazelas do mundo que esconde a cada esquina.
Tempos atrás me considerava o melhor homem do mundo. Hoje tenho certeza que sou só mais um bobão limitado que não sabe de nada e reclama da vida tal qual a hiena Hardy. Se não fosse a maiêutica socrática indubitavelmente eu não teria feito nada em minha vida e perdido todos os gloriosos momentos que minhas decisões de seis anos passados me proporcionaram.
Como fã de Lewis Carrol posso dizer que meu relacionamento tem a mesma idade que a Alice tinha quando resolveu entrar no buraco do coelho (por favor, sem maldades, ok?) e descobrir o novo e maravilhoso mundo. Assim é o amor, um novo e maravilhoso mundo. Nem sempre sabemos o que nos aguarda, nem sempre gostamos de tudo, nem sempre estamos livres do perigo, nem sempre fazemos tudo que gostamos, mas sempre vale à pena lutar por aquilo que se acredita. Amar é pensar como uma garota curiosa de seis anos, é investigar o que tem do outro lado do espelho, pois talvez você encontre um mundo o qual a imagem refletida não é a sua, mas a de outra pessoa.
Hoje eu sei. A imagem que tem do outro lado do espelho não é a minha. Não vejo esse bobão de 1,84m, mas uma maravilhosa mulher de traços fortes e opiniões idem. A mulher que eu amo. Não banalmente, mas conscientemente. Sei que tenho capacidade para escrever inúmeras coisas como poesia, contos, livros até, para expressar esses seis anos de história (linda em grande parte), mas optei por falar na primeira pessoa, pois falo pra minha maior leitora principalmente, falo pra minha Glena (Com G), que embora eu seja esse assumidamente maluco e perdido em pensamentos soltos de uma mente noir, eu a amo, ou seja, EU TE AMO, MEU AMOR. MUUUUUUUUUUUUUUUITO!!!!

Vários beijos, como sempre.

O seu (sem medo de se expor) Mozinho.




Por você eu dançaria tango no teto

domingo, 22 de março de 2009

WE ARE THE CHAMPIONS MY FRIEND ou TALENTOS PRO MUNDO VER


Há aproximadamente cinco anos atrás assisti um curta no Quartas Literárias do Centro Cultural Luis Freire em Olinda-PE extremamente interessante. O curta se chamava Cinzas e foi todo feito por um grupo de adolescentes de cerca de 16 anos. Meu xará Raphael Callou era um dos realizadores do projeto. O filme possuía uma temática densa, falava das incongruências do tempo, usando o centro do Recife como plano de fundo. O filme é marcante e devia ser visto muitas vezes. Na época escrevi uma pequena crítica (repleta de substâncias etílicas no sangue) ao filme, incentivando o meu querido Rafael. Contudo, o jovem Callou atualmente se dedica a outra carreira, é estudante de Direito na Universidade Católica de Pernambuco. Porém, imagino que a chama adolescente e realizadora ainda esteja dentro daquele talentoso rapaz. Isso apenas o futuro dirá. Independente disso acredito que ele será bom em qualquer profissão que escolher.
No final de 2005 e início de 2006 tive o prazer de conhecer uma infinidade de garotos de 12 a 16 anos do Colégio de Aplicação do Recife da Universidade Federal de Pernambuco. Alguns desses garotos marcaram minha vida para sempre, um deles foi o grande multimídia José Vinícius Reis Gouveia. Vinícius era um jovem curioso, sempre atento a todas as conversas, grande aluno, introspectivo e extrovertido concomitantemente, digno de todas as menções honrosas que fiz em seu currículo. Tive o privilégio de ser professor de uma turma brilhante como a de Vinícius. Embora não tenham sido nem meus primeiros nem meus últimos alunos, lembro de cada um deles com suas particularidades.
Nesse mês de março Vinícius foi o feliz CAMPEÃO de um concurso de vídeos da Internet.
Era o concurso mundial de vídeos Minha Cultura + Sua Cultura = ?, promovido pelo Bureau de Assuntos Educacionais e Culturais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Fiquei temeroso ao escrever esse artigo com medo de ser tendencioso e nada imparcial. Cessado os dois segundos de medo comecei a escrevê-lo, pois Vinícius não precisa de partidarismo, ele realmente é TALENTOSO, seu vídeo é BRILHANTE, a redação é ÓTIMA, as imagens são FANTÁSTICAS, a narração é PERFEITA (Parabéns Fernanda!), em suma... Título merecido. Não ia ser em vão que os jurados dariam um prêmio ao vídeo de um jovem latino. Ser latino aos olhos norte-americanos, assim como ser nordestino aos olhos do Brasil é complicado e delicado, ou seja, pra vencer você não precisa ser bom, tem que ser incrível, e é exatamente isso que Vinícius e seu vídeo são... INCRÍVEIS.

As reportagens que noticiaram a conquista desse garoto podem retratar um pouco mais.

http://jc.uol.com.br/canal/lazer-e-turismo/noticia/2009/03/16/video-de-pe-vence-concurso-sobre-comunidade-multicultural-na-web-181983.php








Contudo, nada valeria de exemplo se o vídeo não fosse assistido. Peço licenças a meu amigo Vinícius para postar abaixo seu vitorioso vídeo – HUMAN COLOURS.
(Caso seu inglês não esteja em dia, posto abaixo do vídeo o texto em português de tudo que foi dito.)




HUMAN COLOURS

"Imagina se não pudéssemos misturar o azul com o amarelo. O que seria do verde? Ou, até mesmo, o verde com amarelo, o que seria do azul?

A individualidade, o fato de cada um ser único, cria a pluralidade necessária para a grande obra: o mundo. O mundo das religiões. O mundo das etnias. O mundo das línguas. O mundo de mundos. A partir dessas diferenças, às vezes mínimas, às vezes extremas, conectamos cada ser humano a outro. Somos importantes e ativos personagens na vida de nossos iguais e de todos seres vivos do planeta Terra. Os nossos costumes, conhecimentos... cores e culturas. Eles Precisam coexister harmonicamente para que a obra exista.

É necessário o azul, o verde e a infinidade de cores de todas as pessoas do resto do mundo. Precisamos de colorido para formar algo onde a soma das partes é maior que o todo... conectar e dialogar a partir e através das diferenças.

[...]

A minha cultura mais a sua cultura é apenas uma parte de algo muito maior. Precisamos somá-las com várias outras culturas e olhares. A minha história não é só minha, a minha história é de todos nós. Conectando pela diferença e conhecendo novas culturas.

Precisamos de cores humanas para pintar a grande obra que é o mundo."


Parabéns Vinícius, nunca desista dos seus ideais ou dos seus sonhos, deixe que eles cresçam, mas que não envelheçam com você ou desistam de você.


"Eu sou o fera. O fera neném. Se eu for Presidente você vai se dar bem."

sábado, 21 de março de 2009

DIA DE QUÊ? ou FILHOS DA IDEO-SEPARAÇÃO



Hoje (21/03) comemora-se o Dia Contra a Discriminação Racial e acredito que posso falar um pouco sobre isso. Acho uma tremenda hipocrisia comemorar uma coisa que nunca deveria existir. Mas, assim como o Dia Internacional das Mulheres (08/03), fez-se a necessidade de se instituir um dia para que a humanidade lembre que todo o tipo de segregação e/ou discriminação é o auge da estupidez. Somos biologicamente iguais. Sentimos medo, frio, fome, calor, diarréia, dor, amor, todo tipo de emoção e sensação possível a qualquer ser humano. Somos totalmente iguais, repletos de diferenças psicológicas e culturais. Entretanto, isso apenas viria a acrescentar a vida de todas as sociedades, sejam elas passadas ou vindouras.
O Brasil é o único país que conheço muito bem, desde sua história colonial até o seu presente ideo-separatista. Por que a expressão “ideo-separatista”? Bem, por vários motivos, um deles é o fato de existir na mente da maioria da população um racismo ora velado ora escancarado. Ninguém nasce preconceituoso. Poucas pessoas admitem os preconceitos que alimentam desde que seus pais lhe explicaram que nem todos os homens são iguais. Negro e pobre não são pessoas bem-vindas em nossas famílias. Eles não têm o pedigree necessário para se incorporarem na digna classe de homens civilizados. Desde o período em que escravizar homens de culturas tecnologicamente inferiores era a lei, brancos europeus e seus ditos descendentes acreditam que negros, índios e asiáticos são biológica e etnicamente inferiores aos padrões erroneamente batizados de arianos.
Na tentativa de corrigir alguns dos erros históricos promulgou-se há alguns anos uma legislação que tenta minimizar as diferenças de oportunidade que a sociedade brasileira apresenta desde o fim da escravidão em 13 de maio de 1888. Porém, esta (a meus olhos) é feita de forma equivocada. Julgo de tremenda estupidez o regime de cotas para não-brancos nas universidades, por exemplo. Sei que alguns dos meus AMIGOS NEGROS podem querer me crucificar por isso. Mas os conheci numa universidade federal, onde eram grandes alunos, com excelentes pontos de vista, notas altas e, originários de escola pública. Eles não precisaram de nenhuma cota para entrar na universidade seja por cor/raça ou escola.
Em minha certidão de nascimento indica que nasci de cor branca, filhos de pais brancos, neto de uma loira e três pardos, bisneto de um português e uma italiana. Mas tudo isso é balela. Reconheço-me apenas como mais um brasileiro de cútis morena, fruto da gostosa miscigenação latina, diferenciando-nos apenas pela concentração de melanina.
O governo se exime da responsabilidade de proporcionar uma educação de qualidade e cria a política de cotas e a sociedade finge que não é racista por apoiar tais políticas. Embora a faz unicamente por prudência mundana.
Raça, bem como identidade, é um assunto bem delicado de se tratar. Contudo, as pessoas não podem ser julgadas por outras por sua concentração de melanina. Poupem-me meus queridos. Vão estudar um pouquinho de Filosofia, História, Biologia, antes de partirem para o Direito para ver que o que diferencia o sul-africano Nelson Mandela da sul-africana Charlize Theron é muito pouco, algo que não é preciso recriminar nem discriminar.
O filme Ó Pai Ó, que por muito tempo foi discriminado por mim (perdoem-me pela ignorância), apresenta cenas antológicas, principalmente o diálogo cheio de emoção dos personagens Boca (Wagner Moura) e Roque (Lázaro Ramos), deixando no público uma sensação de perplexidade, haja vista a entonação das falas e ao fato de sabermos que os atores são amigos de grau de irmandade. Grande atuação e texto louvável. Assistam à cena é incrível. Vale muito à pena, o que não vale é perder tempo achando que somos diferentes uns dos outros.





Branco se você soubesse o valor que o preto tem. Tu tomava banho de piche e ficava preto também.”

segunda-feira, 16 de março de 2009

MALTHUS, SEXO E A INTERNET ou MENTE NOIR E PORNOGRAFIA NO AR


Existem no mundo mais ou menos sete bilhões de habitantes. Desses, uma infinidade não tem a menor idéia do que se passa ao seu redor. Enquanto num estalar de dedos: morre uma criança em decorrência da fome, outra morre vítima da AIDS; alguém acaba de reclamar da vida, outro acaba de cometer suicídio; uma mulher ganhou um presente, outra mais uma surra; um rapaz teve sua primeira experiência sexual, outro falou aos pais que era gay; mais um banqueiro enriqueceu, outro trabalhador desempregou-se; um doente curou sua gripe, outro descobriu um câncer; pais tiveram seu primeiro filho nos braços, filhos choram a morte de seus pais; um aluno tirou uma nota dez, outro perdeu o ônibus da escola; um cliente não pagou sua dívida, outro usou seu cartão para comprar. Enquanto tudo isso acontece inúmeras pessoas estão conectadas, vendo pornografia na internet. Desconheço quem nunca tenha feito uso desse costume. Quando o assunto é sexo a cabeça fecha-se a todos os outros estímulos, não importando absolutamente mais nada. Nenhum animal está imune a sexualidade, com exceção aos assexuados. No topo da lista dos sexuados aparecemos nós, adoradores de uma bela dose de sexo suado.

Peraí, Rafael! Onde você está querendo chegar? Qual a relação de tudo isso?

Bem, amigos (Galvão de novo não)... Vivemos a terceira maior onda ocultista da História da Humanidade, o personagem literário mais conhecido no mundo é um bruxo adolescente, o escritor brasileiro mais conhecido e influente é um “mago”, incontáveis pessoas lêem horóscopo diariamente, consultam astrólogos, oráculos, espíritos, cartomantes, ciganas, tem medo do Armagedon, do Apocalipse, do fim-dos-tempos, do fim-do-mundo, do Nostradamus e da Mãe Dinah. Temos medo, sobretudo do próprio homem. O homem que destrói a natureza, que reclama do calor, que fala do aquecimento global, que culpa o vizinho, que joga o lixo na rua, que escova os dentes com a torneira aberta, que vive de dieta, que joga metade do almoço no lixo, que se entope de enlatados, que não vive sem tecnologia, que é programado pela televisão, que não se imagina sem dinheiro... Todos os homens, medrosos ou não, culpados ou não, foram frutos de uma bela trepadinha. Bem, nem todos. Tem a fertilização em vitro, mas “isso” são outros quinhentos.

Quando a “profética” Teoria Malthusiana (lembra da Teoria Malthusiana, né? Thomas Malthus e tal. “O homem cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética"... PG e PA... Geografia + Matemática) foi criada o mundo nem sequer vislumbrava o caos que é hoje e a internet não tinha sido esboçada nem na mente de Leonardo da Vince (a menos que o Dan Brown escreva isso em "O Código da Vince 2: Os bits e os bytes da linguagem binária descrita por Leonardo na Era Renascentista”). Hoje todos, ou a maioria das pessoas tem medo da morte ou que o mundo se acabe ou que a vida se extinga em menos de dois séculos. O sexo, ou melhor, a reprodução é o meio que normalmente existe para a preservação da espécie e o prazer é algo largamente buscado desde a liberação sexual do século XX. Contudo, nenhum século foi tão destrutivo quanto este. Mas grande parte da população mundial tem noção disso ou tem acesso a isso (pelo menos quem tem internet). Então, parem de procurar putaria na internet e façam alguma coisa útil. Num estalar de dedos a vida de muita gente acontece e muda. Sem querer ser politicamente correto e já sendo... Mude seus hábitos, a sua vida... MUDE O MUNDO.



"É que a televisão me deixou burro, muito burro, demais."