
Não me transformei num grande Homem. Eu sei. Sou colecionador de defeitos e fracassos. Arrependo-me de inúmeras coisas que fiz e deixei de fazer. Contudo, as importantes decisões que tomei no dia 28 de março de 2003 deixam-me extremamente orgulhoso de mim mesmo. Uma delas foi a de largar o vício do maledito cigarro. Algo que aconselho a todos os meus amigos e leitores a fazerem. Embora admito que fumar é prazeroso, calmante, etc... Não existe fumante inconsciente. [...] Porém, minha maior decisão, a decisão mais importante que tomei em minha vida de (des)prazeres foi a de abrir mão de muita arrogância, boçalidade, auto-suficiência e me entregar de olhos fechados aos prazeres desconhecidos da vida a dois.
Tenho lembranças que fariam o google processar bilhares de páginas. O escritorzinho que vos escreve não seria um nada se não fosse a mulher que tem a sua frente. Ela sim é uma grande mulher (de 1,54m, mas gigantesca). Eu provavelmente já estaria em algum boteco escrevendo poesias em guardanapo e conversando com as formigas se a minha linda e maravilhosa mulher não estivesse segurando minha mão, me ensinando e aprendendo a viver como um só ser, mas com direito a todas as individualidades do mundo. Somos crianças, simples passarinhos que saíram do ninho e estão encarando os perigos e mazelas do mundo que esconde a cada esquina.
Tempos atrás me considerava o melhor homem do mundo. Hoje tenho certeza que sou só mais um bobão limitado que não sabe de nada e reclama da vida tal qual a hiena Hardy. Se não fosse a maiêutica socrática indubitavelmente eu não teria feito nada em minha vida e perdido todos os gloriosos momentos que minhas decisões de seis anos passados me proporcionaram.
Como fã de Lewis Carrol posso dizer que meu relacionamento tem a mesma idade que a Alice tinha quando resolveu entrar no buraco do coelho (por favor, sem maldades, ok?) e descobrir o novo e maravilhoso mundo. Assim é o amor, um novo e maravilhoso mundo. Nem sempre sabemos o que nos aguarda, nem sempre gostamos de tudo, nem sempre estamos livres do perigo, nem sempre fazemos tudo que gostamos, mas sempre vale à pena lutar por aquilo que se acredita. Amar é pensar como uma garota curiosa de seis anos, é investigar o que tem do outro lado do espelho, pois talvez você encontre um mundo o qual a imagem refletida não é a sua, mas a de outra pessoa.
Hoje eu sei. A imagem que tem do outro lado do espelho não é a minha. Não vejo esse bobão de 1,84m, mas uma maravilhosa mulher de traços fortes e opiniões idem. A mulher que eu amo. Não banalmente, mas conscientemente. Sei que tenho capacidade para escrever inúmeras coisas como poesia, contos, livros até, para expressar esses seis anos de história (linda em grande parte), mas optei por falar na primeira pessoa, pois falo pra minha maior leitora principalmente, falo pra minha Glena (Com G), que embora eu seja esse assumidamente maluco e perdido em pensamentos soltos de uma mente noir, eu a amo, ou seja, EU TE AMO, MEU AMOR. MUUUUUUUUUUUUUUUITO!!!!
Vários beijos, como sempre.
O seu (sem medo de se expor) Mozinho.
“Por você eu dançaria tango no teto”